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29/07/2011
Você conhece o transtorno bipolar?
O transtorno bipolar ou maníaco-depressivo é uma doença mental severa, que causa oscilações drásticas de humor nas pessoas que a sofrem. Elas podem passar de um estado de ânimo de euforia e/ou irritabilidade à tristeza e a desesperança para logo começarem, novamente, o ciclo.
Com frequência, essas pessoas têm estados de ânimo “normais” entre as oscilações. Chamamos “manias” aos episódios de euforia e, aos de tristeza, “depressão”.
A causante do transtorno bipolar pode ser um fator genético, mas qualquer pessoa é passível de desenvolver essa doença. Ela costuma se manifestar no decorrer da adolescência ou no começo da idade adulta. No entanto, crianças e adultos também podem sofrer do transtorno. Em geral, a bipolaridade dura a vida inteira.
Os sintomas bipolares podem se assemelhar a vários problemas diferentes, o que torna seu diagnóstico mais difícil. A família e os amigos da pessoa podem não perceber que seus episódios de flutuação de humor formam parte de um problema maior.
Os médicos também pode ficar confusos no momento do diagnóstico e não é pouco comum que esses profissionais atribuam os sintomas a outras doenças como, por exemplo, a esquizofrenia.
Não foi descoberta ainda uma cura para o transtorno maníaco-depressivo. Porém, um tratamento pode facilitar o controle dos sintomas. Quanto mais continuidade ele tiver, mais eficaz será. São dois os tipos principais de tratamento para a bipolaridade e o ideal seria sua conjunção.
A ingesta de psicofármacos pode dar bons resultados e a terapia também. Essa última pode ser feita de forma individual ou em grupos com pessoas que sofram da mesma doença, familiares ou amigos.
Entretanto, algumas pessoas não melhoram com medicamentos ou terapia. Para elas, existe um tratamento chamado “terapia eletroconvulsiva” ou TEC. A mesma consiste em dar rápidos “choques” que podem, às vezes, reparar problemas no cérebro.
Quem sofre desse transtorno pode levar, com a ajuda desses tratamentos, uma vida normal. O importante é que essa pessoa se aceite a si mesma e não se sinta estigmatizada pela doença.
Fonte: Saúde Viver
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